Algo intuitivo
me belisca
para doer
ensinar
que o que
possa ser
amanhã virá
e não deve
beliscar...
"Um passo a frente e você não está no mesmo lugar". (Chico Ciência)
segunda-feira, 30 de abril de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
Universo Paralelo
Aos acordes do tempo,
Ensino às cores a não se comportarem
Para pintar o infinito
é preciso tingir as artérias de energia
fazendo veia virar pulso
para obter um retorno singular...
Há razão em acreditar no Universo Paralelo
a contemplação afina as cordas que separam
o meu do seu espaço. Tempo de crer
em nosso íntimo finito, ínfimo infinito
corpo, flúido e espírito...
Nosso universo em constante expansão porém
finito, não sai da minha cabeça
Há mente nas galáxias do ser, do existir,
do compreender que às vezes é demais pra você
e como uma folha, a nossa imaginação paira
para assustar-se no sopro do vento
e devagar vagar, vagar, vagar e vagar...
...às vezes meu caro ser humano, você é um eterno viajante do espaço-tempo. Natural seja o universo paralelo a você.
a sua imaginação cata-vento, gira, gira, gira, devagar a vagar, vagar, vagar...
sábado, 21 de abril de 2012
Acordando para a realidade...
Ao acordar para mais um dia de fé solar, A manhã grita como buzina para quem não quer levantar-se de tanta dor daquele trabalho até mais tarde. Para alguns, dormir passou a ser um desafio e não um simples fechar dos olhos e sonhar, é vivido num pesadelo diário de cortinas hipócritas, fumaça gananciosa e uma loucura hipnótica. Um progresso corrosivo desmonta a linha de montagem mental nos restando uma lágrima ácida que marca a face num duvidoso destino, um açoite vivo. Imagine quê, a paz passassem em nossos comerciais. O amor, divulgado em doses concentradas de abraços e sorrisos, de paixão e arrepios, de tesão e liberdade... ...parece que esse dia nunca chegará. Parece que esse dia em nossos corações já chegou, sim! está aportado nos confins de nossos sentimentos e anseios pela veracidade de uma vida honesta e humana. (...) só nos falta, um coração à cabeça...
segunda-feira, 16 de abril de 2012
![]() |
| ainda pulsa... |
Dar passos às idéias
dar as mãos ao arrepio
o compositor, sucumbe de maneira sublime ao espírito
cai voando
cai voando
onde não há sorriso
há de haver
há de haver
o compositor, ergue-se de maneira sublime ao céu
onde não há anjos
cai voando
cai voando
o compositor, empata de maneira sublime ao lago
onde não há tormenta
há de haver
há de haver
o compositor, perde-se de maneira sublime ao furação
onde não há demônios
cai voando
cai voando
o compositor, vive-se.
domingo, 15 de abril de 2012
Ruiva que nem sangue...
Cabelos vermelhos
vestes a mente de qualquer homem vil
naquele mergulho no bojo do copo
os olhos amarelam-se como o sol
da manhã de um lento domingo
Cabelos virgens
vestes a mente de qualquer jovem sonhador
naquele voo Rapunzel
infinito aos olhos daqueles visam
um sonho construídos aos rabiscos
de um pôr-do-sol, lamentar o dia
Cabelos sedosos
vestes a mente de qualquer intenso amante
naquelas mãos de um oleiro
esculpem mais um místico dia
nasce uma vida, um temporal
de uma seda tecida por Deus
Cabelos mutantes
vestes a mente de qualquer louco normal
naquela transcendência da íris
poética, obedece à eternidade do instante
dia-a-dia, pulsa, ruiva que nem sangue.
vestes a mente de qualquer homem vil
naquele mergulho no bojo do copo
os olhos amarelam-se como o sol
da manhã de um lento domingo
Cabelos virgens
vestes a mente de qualquer jovem sonhador
naquele voo Rapunzel
infinito aos olhos daqueles visam
um sonho construídos aos rabiscos
de um pôr-do-sol, lamentar o dia
Cabelos sedosos
vestes a mente de qualquer intenso amante
naquelas mãos de um oleiro
esculpem mais um místico dia
nasce uma vida, um temporal
de uma seda tecida por Deus
Cabelos mutantes
vestes a mente de qualquer louco normal
naquela transcendência da íris
poética, obedece à eternidade do instante
![]() |
| Vida. |
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Homenagem ao malandro
Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Deixei a fatia
Mais doce da vida
Na mesa dos homens
De vida vazia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz
Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Verti minha vida
Nos cantos, na pia
Na casa dos homens
De vida vadia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz
Luz, quero luz,
Sei que além das cortinas
São palcos azuis
E infinitas cortinas
Com palcos atrás
Arranca, vida
Estufa, veia
E pulsa, pulsa, pulsa,
Pulsa, pulsa mais
Mais, quero mais
Nem que todos os barcos
Recolham ao cais
Que os faróis da costeira
Me lancem sinais
Arranca, vida
Estufa, vela
Me leva, leva longe
Longe, leva mais
Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Toquei na ferida
Nos nervos, nos fios
Nos olhos dos homens
De olhos sombrios
Mas, vida, ali
Eu sei que fui feliz
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Um grito sutil
"Atrás dos sonhos, uma vida acorda...pensamentos aliados ao dever de ser
existir em razão da futilidade remota
que o seu redor impõe
o mundo está prestes a acabar
o universo pulsa ao nosso redor
pessoas sentam e choram os filhos perdidos
que foram atrás das almas amadas de tempos passados
o fogo que não existe começa a arder
o que acontece na mente começa a viver
o psicológico é mais forte que a razão
todos tem medo de machucar o coração
os anjos fecham as portas do céu
empresários e magnatas enterram suas falsas conquistas
como se um dia aquilo tudo valesse a pena
o futuro é incerto, é escuro
mesmo sendo quebrado pela ilusão
e o infinito reserva um ciclo sem fim
para quem acredita no poder da existência."
Por Nathalia Silveira. Piracicaba, SP.
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