"Um passo a frente e você não está no mesmo lugar". (Chico Ciência)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Vida borrada e despida

A menina rica cresceu nos melhores vestidos.
O que a família não sabia,
era que a vida que ela vestia era pobre.
Porque nos seus sonhos de menina,
ela se despia...

se vestia no invísivel
se escrevia de poema
em seu corpo desejado
em seu rosto borrado

Nas maquiavélicas vestes
se escondia, apenas as vestia
de maquiagem, maquiavel
borrava a face da mentira

como família se apagou
como criança se aceitou
na adolescência se maquiou
nas suas curvas acreditou

de farra e tragos

de ilusão e vida
em seu sorriso duvidoso
em seu corpo ansioso

na ressaca do dia-a-dia
na rotina dos seus sonhos
era a esperança vestida
era a cabeça despida

de transa e trapos
de vício e vida
era a realidade que arrepia
era uma mulher decidida

comeu o passado e a agonia
comeu o vestido como vadia
família tentava
mas não conseguia

como criança
boneca borrada e vestida
como mulher
puta nua, menina despida.


- Guga -

sexta-feira, 18 de março de 2011

Mário Quintana a minha mente...


AH! OS RELÓGIOS

Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...

Mario Quintana - A Cor do Invisível

A natureza

O amor as sementes...


...A razão as raízes...



...a emoção os frutos...



...os sonhos as árvores...




...a vida a selva! - Guga -

quinta-feira, 17 de março de 2011

Suruba!


Ato medonho e carnal

Ato sensível e transcendental

Ato em grupo e consensual.

terça-feira, 15 de março de 2011

Súplica do ciumento


Senhor, orai por mim que sou tão desconfiado

deixa essa tempestade sumir
deixa a brisa me fazer refletir

Senhor, orai por mim que sou tão agoniado

deixa amor me explicar
deixa o abraço me apertar

Senhor, apenas orai por mim

fazendo-me enxergar o outro lado
fazendo-me espantar o lado que estou

Senhor, me escuta pelo amor de deus

afasta dela qualquer galã audacioso
afasta dela qualquer coisa cara, sei lá

Senhor, te peço em lágrimas

entra na cabeça dela e leva o pensar
entra no coração dela e leva o amar...

...Senhor, acho que estou com ciúme do senhor.


(Guga)

Forca da rotina

Enforco meu sonho ao acordar
meu descanso ao levantar
minha calma ao pensar
meu tênis ao amarrar
meu corpo ao me vestir
minha face ao me ver refletir
meu andar ao sair
minha mente ao sorrir...






Ta falado amor


A gente sabe que ama,

Quando a cabeça se rende ao ombro dela
e dorme com os olhos cheio de sonhos.
O corpo obedece a cabeça como sempre
e acompanha o ritmo. Levita na
imaginação pesando nos braços da carícia.

A carícia adocica a epiderme
a epiderme sobe ao pensamento
e o pensamento desce em saudação
ao apaixonado coração.

Um apaixonado coração
eterno é seu sorriso
intensa a sua batida
não existe pausa
só existe uma vida para saber amar.

A gente sabe que ama,
quando vive. O final desse
poema, em vice-versa.


(Guga)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Às vezes eu sou gente...


Às vezes...


Simplesmente, eu passo a enxergar


Às vezes...


Eu não sei, mas passo a procurar


Às vezes...


Eu descobri, foi num estalar


Às vezes... o canto num pensar


eu sei, passei a sentir, passei a sonhar


Às vezes... uma atitude me basta!


eu sei, sempre soube o que me alucina


Às vezes... o Recife é pequeno. muito


eu descobri, foi num ampliar


Às vezes... meus olhos se rendem. E se dilatam! (Guga)